Lagarta-do-coqueiro
Brassolis sophorae
- Grupo
- Insetos · borboleta
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 7
Adulta, esta brassolina grande de voo crepuscular exibe asas em tons de marrom com ocelos que lembram olhos, um recurso que confunde predadores ao entardecer. O corpo robusto e as asas largas sustentam um voo forte, muitas vezes baixo entre as palmeiras, e ela costuma ficar invisível durante o dia, repousando em troncos e folhagens sombreadas.
Distribui‑se por várias regiões da América do Sul, sendo comum no Brasil onde houver palmeiras — de restingas costeiras a áreas urbanas e plantações de coco. O hábito de frequentar ambientes humanizados, graças às palmeiras ornamentais e produtivas, faz com que seja uma borboleta relativamente familiar para quem observa a natureza nas cidades.
As lagartas são famosas pelo comportamento gregário: formam abrigos de seda nas folhas e se alimentam à noite, podendo desfolhar pinas de coqueiro (Cocos nucifera) e de outras palmeiras. Por isso, são consideradas pragas em jardins e cultivos, embora façam parte de cadeias alimentares naturais, servindo de recurso para inimigos naturais como vespas e moscas parasitoides.
O ciclo pode ter várias gerações ao longo do ano em climas quentes. As pupas ficam camufladas entre folhas secas e bainhas, protegidas do sol direto. Em campo, é comum encontrar os típicos “ninhos” das lagartas antes mesmo de se ver os adultos — pistas inconfundíveis de sua presença.