Vaginulus taunaisii
Vaginulus taunaisii
- Grupo
- Moluscos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 13
Essa lesma carrega os olhos na ponta de duas anteninhas, como dois periscópios. Quer olhar pra cima? Estica as antenas. Sentiu perigo? Recolhe tudo pra dentro, num piscar. Os olhos dela sobem e descem conforme a necessidade.
E repara no corpo: alongado, achatado, coberto por uma capa lisa que vai de ponta a ponta. Ela é do grupo das lesmas que não têm concha nenhuma, nem escondida. A proteção dela é outra: uma camada de muco, aquela gosma brilhante, que segura a umidade do corpo e ainda ajuda a deslizar pelo chão sem se machucar.
Água é tudo pra ela. Por isso, de dia, fica escondida embaixo de pedras, troncos e folhas, nos cantos mais úmidos. É de noite, ou depois da chuva, que ela sai pra passear e comer: plantinhas macias, algas, fungos, folhas velhas apodrecendo no chão.
E esse trabalho de comer folha velha é mais importante do que parece. Picando e digerindo os restos da mata, ela devolve os nutrientes pro solo. É uma recicladora, das silenciosas.
Essa foto fiz em Paúba, aqui em São Sebastião, num dia úmido, desses que as lesmas adoram.
Depois de uma chuva boa, olha o chão com atenção. Se aparecer uma faixa escura e brilhante deslizando devagar, espera um pouco: as anteninhas vão subir, e os olhos dela vão te espiar de volta.