Amora-vermelha

Rubus rosifolius

Grupo
Plantas
Onde foi registrada
São Sebastião, Maresias
Status de conservação
Não avaliada (NE)
Fotografias
2

Colhe uma dessas frutinhas vermelhas e olha por dentro: ela é oca. Sai inteirinha do pé como um dedal brilhante, uma casquinha de fruta com nada no meio. É a amora-vermelha, que muita gente chama de framboesa-silvestre ou moranguinho-do-mato.

O gosto é doce com um toque ácido, leve, de comer na hora mesmo, em pé, na beira do caminho. Quem quiser pode levar pra casa e fazer geleia, mas quase nunca sobra pra isso.

Uma curiosidade honesta sobre ela: essa planta nem é daqui. Veio de longe, da Ásia e da Oceania, e foi se espalhando pelo mundo até chegar nas nossas serras e beiras de mata, onde se sentiu em casa e ficou.

O pé é um arbusto armado de espinhos, com flores brancas grandes e bonitas. As frutas vêm no verão inteiro, de novembro a fevereiro, e a gente não é o único freguês: aves e pequenos bichos do mato comem as frutinhas e espalham as sementes, formando novas moitas.

Aqui perto de casa, em Maresias, foi o Kaian quem viu primeiro as frutinhas vermelhas acesas na beira do caminho.

Fruta de trilha é isso: não precisa de prato, nem de açúcar, nem de hora certa. Só de olho atento.

Amora-vermelha (Rubus rosifolius), plantas, fotografado em Enxovas, Ilhabela Amora-vermelha (Rubus rosifolius), plantas, fotografado em Maresias, São Sebastião

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