Esfinge-de-jasmim
Pseudosphinx tetrio
- Grupo
- Insetos · mariposa
- Onde foi registrada
- Caraguatatuba
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 5
Poucas cenas chamam tanto a atenção quanto a das lagartas de Pseudosphinx tetrio: grandes, negras, com anéis amarelos vivos e cabeça alaranjada, ostentando ainda um “chifre” caudal. Em grupos, podem desfolhar rapidamente pequenas plantas; não por acaso, são presença marcante em jardins com jasmim-manga (Plumeria) e outras Apocynaceae. O adulto, por sua vez, é uma mariposa-esfinge de grande porte, acinzentada a parda, com asas estreitas e voo vigoroso ao crepúsculo.
Nativa das Américas tropical e subtropical, a espécie se distribui do sul e sudoeste dos Estados Unidos até o Brasil e ilhas do Caribe. No Brasil, é frequente em áreas urbanas e periurbanas onde suas plantas hospedeiras ornamentais são cultivadas, além de ocorrer em ambientes naturais.
As lagartas alimentam-se de folhas ricas em látex e compostos químicos das Apocynaceae; esses compostos tornam-nas pouco palatáveis a predadores, e a coloração vibrante atua como aviso. Após completar o desenvolvimento, enterram-se para empupar, emergindo como mariposas com voo rápido e preciso, que visitam flores para néctar. Apesar do potencial de desfolha em jardins, em geral as plantas rebrotem sem maiores prejuízos, e a espécie segue exercendo seu papel ecológico como herbívora e como presa de aves, lagartos e parasitoides.