Mariposa-olho-de-coruja
Pseudautomeris brasiliensis
- Grupo
- Insetos · mariposa
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 10
Pseudautomeris brasiliensis é uma saturniídea de presença marcante. Quando pousada, exibe as asas anteriores em tons amarronzados e desenhos crípticos que a confundem com cascas e folhas secas. Assustada, abre repentinamente as asas posteriores e revela grandes ocelos azulados ou negros com anéis contrastantes — os famosos “olhos de coruja” — um susto visual eficaz contra predadores como aves.
Habita florestas e capoeiras da América do Sul tropical e subtropical, incluindo o Brasil, sendo mais ativa ao anoitecer e durante a noite. É comum ser atraída por luzes, o que facilita registros fotográficos em áreas de borda de mata e jardins próximos a remanescentes florestais. Os adultos têm vida curta e, como ocorre em muitos saturniídeos, apresentam peças bucais reduzidas, não se alimentando nessa fase.
As lagartas, popularmente chamadas de taturanas, possuem fileiras de espinhos urticantes conectados a glândulas de veneno. O contato causa dor e irritação cutânea, por isso é sempre recomendável evitar manuseio. Alimentam-se de folhas de diversas árvores e arbustos, crescendo rapidamente até tecerem um casulo resistente onde ocorre a pupação.
Esse ciclo de vida, com metamorfose completa, é uma verdadeira transformação: do ovo eclode a lagarta voraz; depois vem a fase de pupa dentro do casulo; e por fim emerge o adulto alado, pronto para reproduzir. O contraste entre o mimetismo críptico e o “show” dos olhos falsos faz da espécie uma protagonista de momentos inesquecíveis na mata.