Plesiopelma

Plesiopelma

Grupo
Aracnídeos
Onde foi registrada
Ilhabela, Enxovas
Fotografias
2

Caranguejeira do tamanho de uma tampa de garrafa, marrom, peluda, deitada no meio da folha seca molhada. Fotografei em setembro de 2025, em Enxovas, e nas duas fotos ela está tão da cor do chão que o olho leva um tempo para separar o bicho da folhagem.

As caranguejeiras brasileiras não são o perigo que a fama sugere. A picada dói, mas a defesa preferida delas nem envolve morder: elas esfregam as pernas de trás no próprio abdômen e lançam no ar uma nuvem de pelos finíssimos, que gruda na pele e coça por dias. É por isso que a orientação é olhar e não tocar, e nunca levar a mão ao rosto depois.

Boa parte delas vive em toca no chão, sai à noite e passa o dia escondida. Encontrar uma à vista, de dia, na folhagem, não é o mais comum.

E aqui está o número que faz esta página existir: no mundo inteiro há duzentos e trinta e três registros deste gênero no iNaturalist. O gênero tem quatorze espécies descritas e nenhuma tem registro confirmado nesta região.

Duas fotos. Para uma caranguejeira sobre a qual quase não existe registro, é bastante.

Plesiopelma, aracnídeos, fotografado em Enxovas, Ilhabela Plesiopelma, aracnídeos, fotografado em Enxovas, Ilhabela

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