Aranha-de-teia-dourada
Trichonephila clavipes
- Grupo
- Aracnídeos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 12
A Trichonephila clavipes impressiona pelo brilho amarelado da seda: ao sol, a teia parece ter um leve tom dourado, o que rendeu à espécie seus nomes populares. As fêmeas são bem maiores que os machos e têm corpo alongado, com pernas finas e longas, geralmente com faixas amareladas e escuras. O dimorfismo sexual é marcante: os machos são diminutos e discretos, muitas vezes vivendo à margem da teia da fêmea.
É uma espécie amplamente distribuída nas Américas, do sudeste dos Estados Unidos ao norte da Argentina, incluindo o Caribe e grande parte do Brasil. Costuma instalar suas teias orbiculares entre arbustos e bordas de mata, clareiras, restingas e até jardins urbanos, onde há boa circulação de insetos voadores. Prefere áreas abertas ou semiabertas, com luz filtrada e pontos de ancoragem firmes para sustentar teias grandes.
Na rotina, a fêmea permanece no centro da teia, capturando mariposas, moscas e outros insetos que voam ao entardecer. Não é incomum encontrar pequenas aranhas “ladrãs” (do gênero Argyrodes) vivendo nas bordas da teia e furtando presas, uma relação ecológica curiosa e frequente em teias grandes. Em regiões mais frias, os ciclos de vida tendem a ser anuais, enquanto nos trópicos a atividade pode ocorrer o ano todo. O brilho característico da seda está ligado a compostos que alteram a forma como a luz interage com os fios, possivelmente ajudando na camuflagem da teia e na captura de presas.