Aranhas-pernalongas
Pholcidae
- Grupo
- Aracnídeos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 3
Existe uma lenda sobre essa aranha que já deve ter chegado até você: a de que ela é a mais venenosa do mundo, mas tem a boca pequena demais para morder gente. É mentira, e mentira em dobro.
O veneno dela não é nada de excepcional, e as presas dela conseguem sim perfurar pele humana. O que acontece é que a mordida, quando acontece, dá no máximo uma ardência de segundos. A história do veneno terrível nunca teve estudo nenhum por trás. Nasceu de boca em boca e ficou.
O que ela tem de verdade é uma defesa muito melhor: quando alguém encosta na teia, ela se agarra e começa a balançar o corpo em círculos, cada vez mais rápido, até virar um borrão no ar. Não dá para mirar num alvo que não tem contorno.
É a aranha de perna comprida e corpo minúsculo que mora em canto de parede, em porão e em vão de móvel, e faz aquela teia embolada sem forma nenhuma. Nas fotos ela está sobre uma folha larga, e as pernas ocupam quase o quadro inteiro.
Fotografei em dezembro de 2025, em Maresias, e são três fotos.
Cento e sessenta e nove mil registros no iNaturalist nesta família.