Banana
Musa × paradisiaca
- Grupo
- Plantas
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 2
A bananeira não é árvore, e a banana não tem semente. Duas coisas erradas de uma vez, e as duas têm explicação boa.
Aquilo que parece tronco é um cano feito de folha. Cada folha nova nasce enrolada por dentro do cano e vai apertando as anteriores por fora, e o conjunto todo fica firme o bastante para segurar um cacho de trinta quilos. Não tem madeira nenhuma ali dentro. Se você cortar, escorre água.
E a semente sumiu porque a gente tirou. A banana que se come é um cruzamento antigo entre duas bananas selvagens, e essas selvagens são cheias de caroço duro, tanto que quase não dá para comer. O cruzamento deu uma planta estéril, incapaz de fazer semente, e foi exatamente isso que agradou. Sem semente, só sobrou o doce.
Só que planta estéril não se reproduz sozinha. Toda bananeira do mundo veio de um filhote arrancado do pé de outra, e depois outro, e outro, por milhares de anos. Bananeira não tem filho: tem cópia.
Nas fotos aparece o cacho ainda verde, virado para cima, e pendurado embaixo dele aquele bico roxo comprido, que é a flor. Ela vai abrindo pouco a pouco, de baixo para cima, e cada leque de flor que abre vira uma penca.
Essa é de janeiro de 2021, em Maresias, e é uma das fotos mais antigas desta parte do acervo.