Lampyrinae
Lampyrinae
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Prais do Saco
- Fotografias
- 4
Ele está pousado num fruto roxo já murcho, no meio da areia da praia, e essa combinação improvável é o que faz a foto. Corpo escuro e alongado, com as bordas das asas mais claras, e uma antena comprida erguida.
Fotografei em julho de 2021, na Praia do Saco.
É um vaga-lume, e esta subfamília reúne a maior parte das espécies que a gente conhece pelo piscar. A luz sai de um órgão no fim do abdômen e é produzida por uma reação química quase sem perda de calor, mais eficiente que qualquer lâmpada fabricada.
O piscar é conversa com gramática própria. Cada espécie tem um padrão de intervalos, o macho emite o dele em voo, a fêmea responde do chão com o ritmo certo, e é isso que impede que espécies diferentes se confundam no mesmo campo.
E existe um capítulo sombrio nessa história. Em alguns grupos, a fêmea de uma espécie imita a resposta de outra, atrai o macho enganado e o come. É predação por falsificação de código.
Esta subfamília tem cinco espécies confirmadas nesta região.
Quatro fotos de um vaga-lume apagado num fruto seco.