Gagrellinae

Gagrellinae

Grupo
Aracnídeos
Onde foi registrada
São Sebastião, Paúba
Fotografias
5

Repare no segundo par de pernas desse bicho: é o mais comprido de todos, e ele não usa aquilo para andar. Usa para tatear.

Os opiliões vão à frente batendo essas pernas no ar e no chão, como quem anda com duas bengalas finíssimas, e é assim que descobrem o caminho, a comida e o vizinho. Nelas ficam sensores de cheiro e de toque. É menos perna e mais antena.

E como a perna é longa e vive por último, ela também é a defesa: quando um pássaro ou uma lagartixa agarra, a perna se solta e continua se contorcendo sozinha por minutos, prendendo a atenção do predador enquanto o dono some. Encontrar um opilião com sete pernas, ou seis, é comum, e não é acidente.

Vale repetir o que quase ninguém sabe: opilião não é aranha, não tem veneno e não faz teia. O corpo é uma peça só, sem a cintura que separa as duas partes de uma aranha.

Esta subfamília é a das pernas de fio, as mais compridas e finas de todas. Fotografei em setembro de 2022, na Paúba, sobre uma folha larga, e são cinco fotos.

Treze mil e seiscentos registros no iNaturalist.

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