Beija-flor-de-orelha-violeta
Colibri serrirostris
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Ilhabela, Perequê
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 3
Sabe aquele amigo que defende o prato de comida com o garfo em riste? O beija-flor-de-orelha-violeta é assim com as flores. Quando ele adota uma moita florida ou um bebedouro, aquilo vira propriedade particular: qualquer beija-flor que se aproxime é recebido com perseguição em zigue-zague e mergulhos rasantes até desistir. Ele é um dos beija-flores mais brigões que existem.
O nome vem do detalhe mais bonito: nas laterais da cabeça, duas manchas violeta-azuladas, as "orelhas", que brilham quando a luz bate. O resto do corpo é um verde reluzente, e o bico é reto, de tamanho médio, bom pra visitar todo tipo de flor.
Porque é disso que ele vive: néctar. Visita flores nativas e flores de jardim sem preconceito, e completa a dieta caçando insetinhos em voos curtos. E não é beija-flor de ficar parado no mesmo lugar o ano todo: em muitas regiões ele viaja acompanhando as floradas, mudando de endereço conforme a mesa se põe aqui ou ali.
O zunido das asas anuncia a chegada, e as freadas repentinas no ar, paradinho diante da flor, são um show à parte. Quando a luz pega as orelhas violetas contra o verde do corpo, é difícil não prender a respiração.
O da foto chegou zunindo no Perequê, em Ilhabela: fez a ronda das flores e ainda expulsou um concorrente antes de posar.
Se aparecer um desses no seu jardim, repara em quem manda nas flores. Vai ser ele. E vai deixar isso bem claro pra todo mundo.
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