Caxinguelê
Sciurus brasiliensis
- Grupo
- Mamíferos
- Onde foi registrada
- Ilhabela
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 13
O serelepe guarda comida pra depois e esquece onde escondeu. Ele sai enterrando sementes pelo chão da floresta, um estoque aqui, outro ali, e nunca lembra de todos. Só que o esquecimento dele vira presente: das sementes esquecidas brotam árvores novas.
O prato favorito são os coquinhos de palmeira, que ele rala com os dentes afiados até abrir. Se você achar um coquinho todo raspadinho no chão da mata, é assinatura dele.
É o esquilo daqui da Mata Atlântica: pelagem entre o castanho-avermelhado e o acinzentado, e aquela cauda longa e farfalhuda que funciona como leme no meio de um salto.
Ágil e curioso, está sempre em movimento, e fotografar é um desafio: quando a câmera acha o foco, ele já está em outro tronco.
Essa foto fiz na trilha do Bonete, em Ilhabela. Foi o ouvido que encontrou ele primeiro: um barulhinho de unha arranhando casca de árvore, ali do lado. Levantei a cabeça devagar e lá estava ele, parado no tronco, me estudando também.
Repara nos coquinhos roídos pelo caminho. É o serelepe contando que passou por ali.