Mico-estrela
Callithrix penicillata
- Grupo
- Mamíferos
- Onde foi registrada
- Ilhabela, Perequê
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 6
O mico-estrela toma suco de árvore. Com os dentes da frente afiados, ele faz furinhos na casca e bebe a seiva que escorre, aquela goma docinha que a árvore solta. E o mais esperto: ele memoriza os furinhos e volta sempre nos mesmos pontos, como quem tem seus lugares favoritos.
O visual explica o nome: tufos pretos compridos saindo das orelhas e uma manchinha clara na testa, a "estrela". Pequeno e elétrico, se move em saltos certeiros entre os galhos finos, agarrando tudo com garras que funcionam como grampos de escalada.
Ele nem é daqui, na verdade. O mico-estrela nasceu pro Cerrado, no coração do Brasil, mas foi trazido pela mão do homem e se espalhou pelo Sudeste, onde hoje é figurinha fácil em parques e quintais. Esperto e adaptável, aprendeu a viver de tudo: goma, insetos e frutas.
Só que essa esperteza tem um lado delicado: por onde se espalha, ele compete com os saguis nativos raros, como o caveirinha da serra, e pode até cruzar com eles, misturando as famílias. Por isso os cientistas pedem cuidado: bicho silvestre não é pra soltar longe de casa.
Essa foto fiz no Perequê, em Ilhabela. A Déia viu primeiro e perguntou: "o que é esse de orelha preta?". Era ele, pendurado, nos observando de volta.
Toda estrela na testa guarda uma história de viagem. A dele começou longe, no Cerrado, e veio parar aqui, nos nossos quintais.