Silvas

Rubus

Grupo
Plantas
Onde foi registrada
Cabreúva
Fotografias
3

A amora do mato é prima da rosa. É sério: olha a flor dela de perto na primavera e você vê uma mini rosa branca, de pétalas abertas e miolo cheio de fiapinhos. As silvas, esse grupo das amoras silvestres e das framboesas, são da família das roseiras, e até os espinhos elas herdaram da parenta famosa.

Só que, enquanto a roseira vive aprumada no jardim, as silvas têm um estilo de vida meio bagunceiro: em vez de crescer pra cima como uma árvore educada, jogam ramos compridos e espinhentos pra todo lado, formando moitas emaranhadas na beira das matas e das estradas. Quem já tentou colher amora sem levar um arranhão sabe que o espinho é o pedágio.

E a própria amora guarda um segredo: cada bolinha dela é um frutinho completo, com a sua própria semente dentro. Numa mordida só, você come dezenas de frutinhas de uma vez, espremidas juntas num cachinho apertado.

Depois das abelhas fazerem a ronda nas flores, o verão traz as frutas, que vão do verde ao vermelho até o roxo quase preto, no ponto. Aí a fila anda: aves e pequenos bichos do mato disputam as amoras maduras, e cada um sai espalhando aquelas sementinhas todas. Moita nova brota adiante, e o emaranhado continua sua viagem pela paisagem.

Essa foto tem testemunha: foi numa viagem a Cabreúva, e foi a Déia quem viu a moita primeiro, na beira do caminho.

Se você topar com uma moita carregada, vale encarar o pedágio dos espinhos. Amora madura, daquele roxo quase preto, é recompensa que paga o arranhão. E agora você sabe: está comendo dezenas de frutinhas de uma vez, colhidas de uma rosa do mato.

Silvas (Rubus), plantas, fotografado em Cabreúva Silvas (Rubus), plantas, fotografado em Cabreúva Silvas (Rubus), plantas, fotografado em Cabreúva

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