Mangora
Mangora
- Grupo
- Aracnídeos
- Onde foi registrada
- Cabreúva
- Fotografias
- 2
A teia dessa aranha tem a malha muito mais fechada que o normal. Enquanto uma teia comum de roda deixa espaço entre as voltas da espiral, as desse gênero dão voltas e mais voltas quase encostadas, formando um pano fino. O resultado prático é que ela pega o que as outras deixam passar: mosquito, pulgão, coisa de um ou dois milímetros.
Fotografei em fevereiro de 2025, em Cabreúva. Ela é pequena, verde-clara com amarelo na frente, pendurada de cabeça para baixo no centro da teia, e o fundo é o mato seco desfocado. Dá para contar as voltas da espiral em volta dela.
Aranha verde numa teia quase invisível é uma combinação difícil de enxergar. Foi preciso a luz bater de lado.
O gênero tem cento e oitenta e nove espécies, o que já é aviso de dificuldade, e uma delas tem registro confirmado nesta região.
Duas fotos, e o que ficou registrado não foi só a aranha. Foi o trabalho dela.