Macrolepiotas
Macrolepiota
- Grupo
- Fungos
- Onde foi registrada
- Queluz
- Fotografias
- 4
Esse ainda não tinha aberto. O chapéu era uma bala fechada, ovalada, marrom, coberta de fibras finas que corriam de cima para baixo, equilibrada num pé comprido e claro, saindo no meio da folhagem. Uns bons vinte centímetros de altura, sozinho.
Fotografei em abril de 2025, em Queluz. Quando um desses abre, o chapéu se estica quase plano e vira um guarda-chuva de escamas, e no pé fica um anel que se move para cima e para baixo, solto.
Este é justamente o grupo com o qual o cogumelo de gramado do gênero vizinho é confundido, aquele que causa a maior parte das intoxicações. A semelhança é real, e é por isso que os dois aparecem juntos em toda cartilha de micologia.
A diferença aparece embaixo e no pó: aqui as lâminas ficam brancas e o esporo é branco. No outro, as lâminas esverdeiam com a idade.
Não escrevo isso como convite. Escrevo porque a confusão existe e porque olhar embaixo do chapéu é o hábito que separa uma coisa da outra.
O gênero tem quatorze espécies e uma tem registro confirmado nesta região. Três fotos de um só, ainda fechado, no meio do mato.