Besourinho-de-bico-vermelho
Chlorostilbon lucidus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Socorro
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 6
O nome desse beija-flor é uma confissão: besourinho. Ele é tão pequeno, tão zunidor, que quando passa voando a gente jura que é um besouro. Só quando para no ar, na frente de uma flor, é que a verdade aparece: um beija-flor em miniatura, verde-metálico dos pés à cabeça, com um bico vermelho de ponta preta.
O macho é o que mais brilha: verde cintilante do peito à barriga, como se tivesse sido pintado com purpurina. A fêmea é mais discreta, acinzentada por baixo. E o bico dele é curto pra padrões de beija-flor, um espadim de bolso.
Pequeno, sim. Medroso, nunca. O besourinho escolhe uma mancha de flores e vira o xerife dali: expulsa beija-flor maior, briga por bebedouro, defende cada corola como se fosse tesouro. Nos jardins e praças ele é presença constante, sempre em alta velocidade, caçando também insetinhos no ar pra completar a dieta.
O ninho é uma das coisas mais delicadas da natureza: uma tacinha de fibras vegetais costurada com teia de aranha, disfarçada com liquens. A fêmea faz tudo sozinha: choca os dois ovinhos brancos, que são minúsculos, e cria os filhotes sem ajuda.
Essa foto fiz numa viagem a Socorro, ele apareceu num canteiro florido e a Déia perguntou: que bicho é esse? Pois é. Até o nome dele nasceu dessa mesma dúvida.
Agora o teste é seu: quando um zunido verde cruzar o jardim, segue ele com o olhar. Besouro não sabe parar no ar diante de uma flor. O besourinho sabe.