Afelandra-coral

Aphelandra sinclairiana

Grupo
Plantas
Registros no iNaturalist
626
Fotos no acervo
3

Esse laranja fica aceso quase um mês inteiro. Nenhuma pétala aguenta tanto tempo: pétala murcha em dois ou três dias e a planta precisa fabricar outra.

O que essa aqui faz é trapacear. Aquele buquê de peças grossas e alaranjadas não é feito de pétala, é feito de folha. São brácteas, folhas modificadas e coloridas de propósito para servir de placa, e folha dura. Ela mantém o anúncio ligado por semanas gastando quase nada.

As flores mesmo são pequenas, em forma de tubo, e vão saindo aos poucos de dentro das brácteas, uma ou duas por vez. Quem visita é beija-flor.

Ela é da mesma família da jacobínia, e dá para ver o parentesco no jeito das folhas grandes de nervura funda.

Agora, uma coisa que precisa ser dita: essa não é daqui. Ela é da América Central, e chegou ao Brasil como planta de jardim. O que fotografei no Camburí, em agosto de 2026, é uma dessas, morando fora da terra dela.

Seiscentos e vinte e seis registros no iNaturalist no mundo inteiro. Bonita de longe, e honesta na ficha: uma estrangeira bem-sucedida.

Afelandra-coral (Aphelandra sinclairiana), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião Afelandra-coral (Aphelandra sinclairiana), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião Afelandra-coral (Aphelandra sinclairiana), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião
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