Aegiphila

Aegiphila

Grupo
Plantas
Onde foi registrada
São Sebastião, Prais do Saco
Fotografias
2

Tem pé macho e tem pé fêmea, e só o pé fêmea dá fruto. As plantas desse grupo em geral são assim: nascem separadas em duas turmas, e uma passa a vida inteira só fazendo flor com pólen, sem nunca segurar um fruto no galho. Se você achar uma cheia de fruto e outra igualzinha ao lado, sem nada, não é doença nem falta de chuva. São o casal.

A flor não ajuda quem quer achar de longe. É pequena, cor de creme, montada em quatro partes. De perto, porém, ela entrega um parentesco que ninguém adivinha: esse grupo hoje está classificado na mesma família do manjericão, do alecrim e da hortelã. Uma árvore parente da hortelã.

O fruto dessas plantas é do tipo carnudo, com caroço dentro, e vem sentado numa taça. Depois que a flor cai, a parte de baixo dela não cai junto: fica no galho, endurece e vira um copinho que segura o fruto pelo pé. Quando o fruto some, a taça continua lá, marcando o lugar onde ele esteve.

Dependendo da espécie, o mesmo grupo dá árvore, dá arbusto e dá cipó de tronco lenhoso. São umas cento e dezesseis espécies, quase todas americanas, e trinta e duas delas moram no Brasil. Vivem dentro da mata, na borda da mata e no cerrado, e é bem na borda que a gente esbarra com elas: naquela faixa onde o mato termina e o caminho começa.

Essa apareceu no caminho da praia, na Praia do Saco, aqui em São Sebastião, num começo de dezembro.

Fica então uma pergunta pra levar na próxima caminhada. Se aparecerem duas árvores iguais e só uma estiver carregada de fruto, será que a gente está olhando pro casal?

Aegiphila, plantas, fotografado em Prais do Saco, São Sebastião Aegiphila, plantas, fotografado em Prais do Saco, São Sebastião

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