Batata-de-lobo

Scleroderma citrinum

Grupo
Fungos
Onde foi registrada
Serrinha do Alambari
Status de conservação
Não avaliada (NE)
Fotografias
1

A batata-de-lobo Scleroderma citrinum é um fungo de corpo frutífero globoso a irregular, com casca espessa e áspera, cheia de verrugas e rachaduras, que varia do amarelo-ocráceo ao marrom. Diferente dos “puffballs” comestíveis, sua polpa interna (gleba) fica rapidamente escura, tornando-se quase negra e pulverulenta quando madura. Ao romper, libera a nuvem de esporos por fissuras na casca, em vez de por um orifício definido. É considerada tóxica para consumo humano, podendo causar distúrbios gastrointestinais.

Costuma surgir do fim do verão ao outono em solos ácidos de florestas, charnecas e clareiras, muitas vezes em grupos. É amplamente distribuída no Hemisfério Norte e também registrada em outras regiões, sempre associada a áreas com árvores. Sua aparência robusta e a “pele” espessa, lembrando couro de porco, ajudam a proteger o interior até que os esporos estejam prontos para dispersar.

Ecologicamente, S. citrinum é um fungo ectomicorrízico: suas hifas se conectam às raízes de árvores como carvalhos e coníferas, trocando nutrientes e água por carboidratos, o que beneficia o crescimento das plantas e a saúde do solo. Em florestas onde observei o fungo, ele surge próximo a raízes expostas e caminhos batidos, e muitas vezes resiste ao pisoteio.

Uma curiosidade útil para quem fotografa e estuda: a gleba dos verdadeiros puffballs comestíveis permanece branca e firme quando jovem, enquanto a de Scleroderma escurece cedo. Essa diferença, somada à casca grossa e verrucosa, é um bom indício para evitar confusões e, principalmente, para não consumir um fungo que não é comestível.

Batata-de-lobo (Scleroderma citrinum), fungos, fotografado em Serrinha do Alambari

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