Cigarra
Fidicinoides opalina
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- Cabreúva
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 4
Fidicinoides opalina é uma cigarra neotropical de corpo robusto, olhos proeminentes e asas hialinas de venação bem marcada. Como em muitas cigarras, a coloração tende a ser críptica, em tons de verde, marrom ou acinzentado, favorecendo a camuflagem no tronco e na folhagem. O aparelho sonoro (tímpanos e timbais) dos machos é bem desenvolvido, permitindo a produção de cantos potentes, que ressoam em dias quentes e ensolarados.
Essa espécie ocorre no Brasil e em outras partes da região neotropical, ocupando desde formações florestais a áreas com vegetação secundária. Costuma posicionar-se em troncos e ramos expostos ao sol, e seu canto, característico de cada espécie, atua tanto na atração de fêmeas quanto na delimitação de territórios acústicos. A camuflagem é tão eficiente que muitas vezes só percebemos sua presença pelo som.
O ciclo de vida segue o padrão das cigarras: ninfas subterrâneas passam anos sugando seiva de raízes, vindo à superfície para a muda final que dá origem ao adulto alado; as exúvias (exoesqueletos) frequentemente ficam presas aos troncos como pequenos “retratos” do nascimento do inseto. Os adultos vivem por semanas a poucos meses, concentrando esforços em reprodução e dispersão.
Ecologicamente, as cigarras são peças-chave nas cadeias alimentares, servindo de recurso para aves, louva-a-deus e vespas, entre outros predadores. Seu pulso de emergência e canto sazonal marcam o calendário sonoro das paisagens tropicais. Para quem fotografa, a experiência normalmente começa ouvindo e termina com um olhar atento para achá-la imóvel, perfeitamente mimetizada com a casca da árvore.