Coenogonium
Coenogonium
- Grupo
- Fungos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 4
Quando alguém dá nome científico a um líquen, está batizando só metade dele. O nome pertence ao fungo. A alga que mora dentro tem nome próprio, de outro reino, e continua com ele. É provavelmente a única situação da biologia em que a gente nomeia uma parceria pelo sobrenome de um dos dois.
O que fotografei em julho de 2024, em Maresias, estava num galho fino e nu, e a cor chama de longe: um amarelo-esverdeado forte, quase de tinta fluorescente. De perto são lâminas curtas e franzidas, apertadas umas nas outras, embrulhando o galho inteiro como um pano amassado.
Esse amarelo, em boa parte dos líquens deste grupo, vem justamente da alga parceira, que é filamentosa e alaranjada. O fungo constrói e segura água, a alga fabrica a comida com sol, e a cor final é resultado da mistura.
Líquen é também o primeiro a chegar. Ele se instala em pedra pelada e galho seco, onde nada mais vive, e o pouquinho de matéria que ele deixa quando morre é o começo de solo em lugares que ainda não tinham nenhum.
O gênero tem cinquenta e cinco espécies e uma tem registro confirmado nesta região. No mundo há pouco mais de quatro mil e quinhentos registros.
Quatro fotos de um galho fino que estava carregando dois seres vivos ao mesmo tempo.