Bombus morio

Bombus morio

Grupo
Insetos
Registros no iNaturalist
409
Fotos no acervo
5

Tem flor que não entrega o pólen de jeito nenhum. Ela guarda o pó dentro de uns tubinhos fechados, com um furinho só na ponta, e por mais que a abelha empurre, nada sai. Então essa mamangava faz outra coisa: ela abraça a flor, trava as asas e vibra o corpo inteiro, num zumbido grave e curto. A flor treme por dentro e solta o pólen de uma vez, como sal saindo de um saleiro sacudido.

Chama-se polinização por vibração, e boa parte das abelhas simplesmente não sabe fazer. A mamangava sabe. É por causa dela e das primas dela que tomate, berinjela e pimentão dão fruto.

Ela é preta inteira, do tamanho de uma azeitona grande, coberta de pelos que na luz certa puxam para o marrom escuro. As asas são escuras e brilham.

Essa é uma das pouquíssimas mamangavas desse grupo que vivem na América do Sul, e ela é daqui, da mata brasileira. Diferente das primas do hemisfério norte, que cavam buracos fundos, esta faz ninho na superfície do chão, protegida embaixo de folha e de mato.

Fotografei em agosto de 2026, em Maresias, e ela estava pousada numa garrafa plástica cortada, caída no meio das folhas.

E o número desta página: este é um bicho com quatrocentos e nove registros no iNaturalist no mundo inteiro. Uma abelha grande, preta e barulhenta, que quase ninguém parou para registrar.

Bombus morio, insetos, fotografado em Maresias, São Sebastião Bombus morio, insetos, fotografado em Maresias, São Sebastião Bombus morio, insetos, fotografado em Maresias, São Sebastião Bombus morio, insetos, fotografado em Maresias, São Sebastião Bombus morio, insetos, fotografado em Maresias, São Sebastião
Fechar ×